A Verdade, Simplesmente…
Simply the Truth…

Mherald1

                                                                       

 

 

 

 

 

 

Mherald2

 

 
President Dilma Rousseff of Brazil canceled her visit to President Obama. She was offended because the United States was peeking into her electronic mail. You don’t do that to a friendly country. The information, probably reliable, was provided by Edward Snowden from his refuge in Moscow.

Intrigued, I asked a former U.S. ambassador, “Why did they do it?” His explanation was starkly frank:

“From Washington’s perspective, the Brazilian government is not exactly friendly. By definition and history, Brazil is a friendly country that sided with us during World War II and Korea, but its present government is not.”

The ambassador and I are old friends. “May I identify you by name?” I asked. “No,” he answered. “It would create a huge problem for me. But you may transcribe our conversation.” I shall do so here.

“All you have to do is read the records of the São Paulo Forum and observe the conduct of the Brazilian government,” he said. “The friends of Luis Inácio Lula da Silva, of Dilma Rousseff and the Workers Party are the enemies of the United States: Chavist Venezuela, first with (Hugo) Chávez and now with (Nicolás) Maduro; Raúl Castro’s Cuba; Iran; Evo Morales’ Bolivia; Libya at the time of Gadhafi; Bashar Assad’s Syria.

“In almost all conflicts, the Brazilian government agrees with the political lines of Russia and China, as opposed to the perspective of the U.S. State Department and the White House. Its more akin ideological family is that of the BRICS, with whom it tries to conciliate its foreign policy. [The BRICS are Brazil, Russia, India, China and South Africa.]

“The huge South American nation neither has nor manifests the slightest desire to defend the democratic principles that are systematically violated in Cuba. On the contrary, former president Lula da Silva often takes investors to the island to fortify the Castros’ dictatorship. The money invested by the Brazilians in the development of the super-port of Mariel, near Havana, is estimated to be $1 billion.

“Cuban influence in Brazil is covert but very intense. José Dirceu, Lula da Silva’s former chief of staff and his most influential minister, had been an agent of the Cuban intelligence services. In exile in Cuba, he had his face surgically changed. He returned to Brazil with a new identity (Carlos Henrique Gouveia de Mello, a Jewish merchant) and functioned in that capacity until democracy was restored. Hand in hand with Lula, he placed Brazil among the major collaborators with the Cuban dictatorship. He fell into disgrace because he was corrupt but never retreated one inch from his ideological preferences and his complicity with Havana.

“Something similar is happening with Profesor Marco Aurelio Garcia, Dilma Rousseff’s current foreign policy adviser. He is a contumacious anti-Yankee, worse than Dirceu even, because he’s more intelligent and had better training. He will do everything he can to foil the United States.

“To Itamaraty — a foreign ministry renowned by the quality of its diplomats, generally multilingual and well educated — the Democratic Charter signed in Lima in 2001 is just a piece of paper without any importance. The government simply ignores the election swindles perpetrated in Venezuela or Nicaragua and is totally indifferent to any abuses against freedom of the press.

“But that’s not all. There are two other issues about which the United States wants to be informed about everything that happens in Brazil, because, in one way or another, they affect the security of the United States: corruption and drugs.

“Brazil is a notoriously corrupt country and those ugly practices affect the laws of the United States in two ways: when Brazilians utilize the American financial system and when they compete unfairly with U.S. companies by resorting to bribery or illegal commissions.

“The issue of drugs is different. The production of Bolivian coca has multiplied fivefold since Evo Morales became president, and the outlet for that substance is Brazil. Almost all of it ends up in Europe, and our allies have asked us for information. That information sometimes is in the hands of Brazilian politicians.”

My two final questions are inevitable. Will Washington support Brazil’s bid for permanent membership in the U.N. Security Council?

“If you ask me, no,” he says. “We already have two permanent adversaries: Russia and China. We don’t need a third one.”

Finally, will the United States continue to spy on Brazil?

“Of course,” he tells me. “It’s our responsibility to U.S. society.”

I think that Doña Dilma should change her e-mail addresses frequently.

© 2013 Miami Herald Media Company. All Rights Reserved.
http://www.miamiherald.com

 

**** **** **** **** ****

O JORNAL MIAMI HERALD ARREGAÇA O FORO DE SÃO PAULO E SUA CAMBADA!

A midia gringa divulga o que está sendo censurado aqui dentro do fazendão!

Carlos Alberto Montaner é um jornalista e escritor cubano, autor do clássico e imperdível Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano, em parceria com o peruano Alvaro Vargas Llosa e o colombiano Plinio Apuleyo Mendonza. Em sua coluna no Miami Herald, ele conta que um antigo embaixador americano lhe confidenciou porque o governo Dilma é espionado pelo governo americano.

Sua resposta não poderia ser mais franca e direta:

Do ponto de vista de Washington, o governo brasileiro não é exatamente amigável. Por definição e história, o Brasil é um país amigo que ficou do nosso lado durante a II Guerra Mundial e na Coréia, mas seu atual governo não é.

O embaixador pediu para não ter seu nome revelado, pois isso iria gerar um grande problema para ele. Mas autorizou que o jornalista, de quem é amigo, transcrevesse a conversa, sem citar a fonte. O embaixador conhece mais o nosso governo do que nossa imprensa, pelo visto. Diz ele (tradução livre):

Tudo que você tem a fazer é ler os registros do Foro de São Paulo e observar a conduta do governo brasileiro. Os amigos de Luis Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores são os inimigos dos Estados Unidos: a Venezuela chavista, pela primeira vez com (Hugo) Chávez e agora com (Nicolás) Maduro; Cuba de Raúl Castro, Irã, a Bolívia de Evo Morales, Líbia nos tempos de Kadafi; Síria de Bashar Assad.

Em quase todos os conflitos, o governo brasileiro concorda com as linhas políticas da Rússia e da China, em oposição à perspectiva do Departamento de Estado dos EUA e da Casa Branca. Sua família ideológica mais parecida é a dos BRICS, com quem ele tenta conciliar sua política externa.

A grande nação sul-americana não tem nem manifesta a menor vontade de defender os princípios democráticos que são sistematicamente violados em Cuba. Pelo contrário, o ex-presidente Lula da Silva, muitas vezes leva os investidores a ilha para fortalecer a ditadura dos Castros. O dinheiro investido pelos brasileiros no desenvolvimento do super-porto de Mariel, próximo a Havana, é estimado em US $ 1 bilhão.

A influência cubana no Brasil é secreta, mas muito intensa. José Dirceu, ex-chefe de gabinete e o ministro mais influente de Lula da Silva, tinha sido um agente dos serviços de inteligência cubanos. No exílio em Cuba, ele teve o rosto cirurgicamente alterado. Ele voltou para o Brasil com uma nova identidade e funcionou nessa condição até que a democracia foi restaurada. De mãos dadas com Lula, ele colocou o Brasil entre os principais colaboradores com a ditadura cubana. Ele caiu em desgraça porque ele era corrupto, mas nunca recuou um centímetro de suas preferências ideológicas e de sua cumplicidade com Havana.

Algo semelhante está acontecendo com o profesor Marco Aurélio Garcia, atual assessor de política externa de Dilma Rousseff. Ele é um contumaz anti-ianque, pior do que Dirceu mesmo, porque ele é mais inteligente e teve uma melhor formação. Ele fará tudo o que puder para frustrar os Estados Unidos.

Mas isso não é tudo. Há outras duas questões sobre as quais os Estados Unidos querem ser informados sobre tudo o que acontece no Brasil, pois, de uma forma ou de outra, elas afetam a segurança dos Estados Unidos: a corrupção e as drogas.

O Brasil é um país notoriamente corrupto e tais práticas afetam as leis dos Estados Unidos de duas maneiras: quando os brasileiros utilizam o sistema financeiro americano e quando eles competem de forma desleal com empresas norte-americanas, recorrendo a subornos ou comissões ilegais.

A questão das drogas é diferente. A produção de coca boliviana se multiplicou cinco vezes desde que Evo Morales assumiu a presidência, e a saída para essa substância é o Brasil. Quase tudo acaba na Europa, e os nossos aliados nos pediram para obter informações. Essa informação, por vezes, está nas mãos de políticos brasileiros.

A pergunta final feita por Montaner foi se o governo americano continuaria espionando o brasileiro. A resposta do embaixador não poderia ser mais objetiva: “Claro, é nossa responsabilidade para com a sociedade americana”. (Rodrigo Constantino)


Read more here: http://www.miamiherald.com/2013/09/25/v-print/3650784/why-we-spy-on-brazil.html#storylink=cpy

Dilma é um Gênio
I (Don’t!) Dream of Dilma

CELSO ARNALDO ARAÚJO

“Vamos conversar sobre o presidente Obama”, convida Dilma no início do vídeo de sua coletiva, pautando os jornalistas enviados a São Petersburgo para o encontro do G20. A estadista que há pouco cedeu ao lhama de franja, Evo Morales, demitindo seu chanceler e enxovalhando a dignidade do diplomata Eduardo Saboia para dar satisfação ideológica a um caudilho caricato e insignificante, aparece exultante pela enquadrada que afirma ter dado no homem mais poderoso do planeta.

“Né, como vocês viram, o presidente Obama marcô reunião comigo logo após a primeira sessão do G20”, diz a presidente que não diz coisa com coisa e vice-versa, consultando nervosamente a pasta organizada pelos universitários de sua comitiva. Nos primeiros 15 minutos dessa coletiva à imprensa, ela exporá, mais uma vez, seu imenso e intransponível despreparo para o cargo e sua impossibilidade até hoje quase matemática de emitir um pensamento minimamente ordenado e bem construído sobre virtualmente qualquer assunto. Mas, até aí, nada demais, nada de novo.

Ao descrever seu encontro privativo com Obama, no qual tirou satisfação pelo spygate dos EUA no Brasil, dá a impressão de uma dona de casa de poucas letras infiltrada numa reunião de cúpula entre representantes das 20 nações mais poderosas do planeta, relatando o chega pra lá dado no sindico do edifício por causa do barulho do vizinho no andar de cima. Mas ninguém mais parece se chocar com essa permanente sem-noção de contexto, de sintaxe e de metonimia.

Ia lá ela justificando isso e aquilo diante das inquirições dos jornalistas, presumivelmente do G20 da imprensa brasileira:

“Não, não, a minha ausência tava prevista pelo seguinte, porque eu tinha tido, eu tinha feito um contato anterior e ia fazê uma bilateral. Acabou que ela não pôde acontecê, então eu acabei não ino porque eu ia chegá na metade…”.

Justifica o corre-corre: “Amanhã, né, é nossa data pátria, 7 de setembro, e eu tenho de chegá no Brasil pra mim tá lá de manhã cedinho…”

E eis que, aos 15:22 do vídeo, o tubo do dentifrício foi aberto – e então a coletiva da presidente adquire a gravidade de um ataque por arma química fulminante, com a duração de apenas 44 segundos. Chocante e letal. É Twilight Zone, é Além da Imaginação.

Um repórter pergunta, figurativamente, se o gênio ainda pode voltar à garrafa, ou seja, se o mal-estar com Obama pode ser desfeito. Dilma lembra ao repórter que, por coincidência, usou na conversa com Obama metáfora semelhante, mais popular no Brasil: a do creme dental que não pode retornar ao tubo, depois que este é espremido. Mas, espere, a imagem que Dilma diz ter passado a Obama tem uma pequena variante. Não faz muito sentido em português, mas é mais rica. É, literalmente, o crème de la crème, o creme dental dentro dele mesmo, com outro nome — dentifrício. Soa como palavra entorta-língua, mas até crianças aprenderam o que significa dentifrício, ao longo de 50 anos de comerciais de pasta de dente na TV.

“Ontem eu disse ao presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dentes sai do dentifrício ela, dificilmente, volta pra dentro do dentifrício, então, que a gente tinha de levar isso em conta…”

Excuse me? Claro, Obama já deve ter percebido por experiência própria, até antes de ser presidente, que a pasta de dentes não volta ao tubo uma vez espremido este. Mas a pasta de dentes de Dilma sai de dentro de seu próprio sinônimo? Nem os Irmãos Campos pensaram nisso num de seus poemas concretos.

E aqui começa um mistério linguístico muito intrincado – e fascinante. Se Dilma usou em português duas palavras que querem dizer a mesma coisa (pasta de dentes e dentifrício), mas desejando dizer coisas distintas, ou seja, o creme e seu tubo, conteúdo e continente, como o tradutor da conversa com Obama escapou dessa armadilha?

Em inglês, as palavras também são sinônimos perfeitos – toothpaste e dentifrice. Um não pode sair de dentro do outro. Conseguiu o heroico tradutor, fazendo o caminho linguístico inverso, introduzir o tubo na pasta, para que a metáfora de Dilma fizesse algum sentido para Obama?

Provavelmente sim, porque, na resposta dada na coletiva, Dilma insistiria de novo na estranha pasta de dentes dentro do dentifrício – versão em dilmês do “três pratos de trigo para três tigres tristes”. E não é que, segundo ela, Obama entendeu?

“E ele me disse, me respondeu, que ele faria todo o esforço político para que essa pasta de dentes pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte para dentro do dentifrício”.

Humm, estou achando que, depois desse encontro, Obama mandou o pessoal da NSA recolher toda a parafernália de vigilância digital sobre a presidente do Brasil – não há rigorosamente nada a ser espiado no mundo de Dilma, fora de um roteiro para o Saturday Night Live.

A essa altura, o repórter que fez a pergunta e os demais jornalistas brasileiros presentes à coletiva, se efetivamente prestaram atenção na resposta, estavam de boca aberta, com dentes e gengivas à mostra. Coube a Dilma obturar as últimas cáries de perplexidade dos jornalistas, fechando a resposta ao indagante:

“Você usou, vamos dizer, uma imagem mais bonita, que é a do gênio fora da garrafa. Eu usei já uma coisa, assim, mais usual, que é a pasta de dentes fora do dentifrício”.

Usual, a pasta fora dela mesma? Falando sério, se é que isso é possível neste momento: posso estar exagerando, mas, independentemente de todas as bobagens que nossa presidente tenha acumulado até São Petersburgo, uma pessoa que não sabe que dentifrício não é o tubo de pasta de dentes, mas o próprio creme dental, definitivamente não pode ser presidente da República do Suriname.

E o pior é que o gênio do mal que tirou essa pessoa da garrafa não pode fazê-la voltar.

(Texto publicado originalmente no blog de Augusto Nunes, de Veja. Clique aqui para ver o vídeo dessa tragédia nacional.)

And… sorry, everyone, but this text is too long for me to translate. You will have to exercise your domain of the Brazilian Portuguese language to get a hold of this national tragedy. ;-)

Posted in Sem categoria | 1 Reply

O Pitaco de Laerte Rímoli
Laerte Rímoli’s Tip

Foi como música para os meus ouvidos. Nesta segunda-feira, as 18:30, num carro de som, companheiros dirigentes do sindicato da Policia Civil, ligado à CUT, atacavam o governo desumano e companheiro de Dilma Rousseff, também do PT. Com todo aquele jargão enjoado, ultrapassado, de categoria oprimida pelo patrão insensível (governo federal). Esse governo, com a enxurrada de greves, está sem rumo. Quem trata das reivindicações é a ministra Miriam Belchior (quem?). Mas ver a briga fratricida do PT, com as mesmíssimas expressões com que eles atacavam os governos burgueses (sic) de outrora e agora usam contra o governo popular foi delicioso. Sinal dos tempos.
***
It was music to my ears. This Monday at 6:30 p.m., on top of a truck with huge loudspeakers, “fellow” leaders of the police union associated with CUT (the Workers’ Central Union) assailed Dilma Rousseff’s inhuman and buddy-buddy administration (also of the Workers’ Party). There it was: all that nauseating, outdated ranting of a class being oppressed by the insensitive federal government. This same government, with the current flood of strikes, is adrift. Who deals with the demands is minister Miriam Belchior (who?). But it was delicious to witness the PT’s (Workers’ Party) fratricidal fight, where exactly the same expressions they used to attack the bourgeois (sic) governments of the past were now being used against the “popular government”. A sign of the times.

Mensalão Update, August 9
Resenha do Mensalão

This post is in English only, for the benefit of our international visitors who are interested in what’s going on in Brazil these days. It is a video commentary with a wrap up of the “mensalão” trial in the Brazilian Supreme Court.

O Pitaco do Laerte Rímoli
Laerte Rímoli’s Tip

Não há registro de qualquer desvio cometido pela presidente Dilma ou a mando dela. Mas deve ser desconfortável assistir ao julgamento do mensalão do PT e imaginar que seu mandato é resultante desta farra com dinheiro público. Carro forte levando dinheiro para os mensaleiros. Gente na boca do caixa (oi João Paulo Cunha) sacando a bufunfa. E o Lula, olímpico, sem nada ver, mas beneficiado pela compra de corações e mentes (corruptos, mas com votos no Parlamento). Nunca antes neste país se montou um circo tão voraz: a busca do bilhão. Se os outros faziam, pq o PT não podia fazer se valendo da popularidade estratoférica do chefe Lula? E agora vemos 150 advogados, os mais caros do país, defendendo essa gente. De onde vem tanto dinheiro de honorários. “Sigam o dinheiro, sigam o dinheiro”…
***
There is no record of any wrongdoing involving money practiced by or ordered by president Dilma so far. But it must be uncomfortable for her to watch the PT’s mensalão trial and wonder that her term in office results from her predecessor going on a spree with public money. Armored car taking money to the mensalão operators. People at the cashier (hi, João Paulo Cunha!) receiving money. And Lula, above all, seeing nothing while being a direct beneficiary of this purchase of hearts and minds (corrupt ones, but with votes in Congress). Never before someone has set up such an insatiable system, searching for the billion. If others did it, why couldn’t PT do it too, taking advantage of chief Lula’s enormous popularity? Now we see 150 attorneys, the country’s most expensive, defending these people. Where is the money that is paying for all this? “Follow the money, follow the money…”

O Momento Científico do Blog
The Blog’s Scientific Break

DÍLMON DE ROUSSEFF: A PARTÍCULA ELEMENTAR DO PENSAMENTO

Por Celso Arnaldo (via Augusto Nunes)

Só se fala no tal bóson de Higgs – que os cientistas tentam traduzir aos leigos como a única das 61 partículas elementares que faltava ser encontrada para explicar a estrutura daquilo que chamam de “caldeirão primitivo” da criação da matéria e do universo. Foram 45 anos de buscas, a partir da obsessão do físico inglês Peter Higgs, que primeiro sugeriu a existência da partícula e lhe dá o sobrenome. Já bóson é a designação da partícula em si – derivada do nome de outro físico, o indiano Satyendra Bose, amigo de Einsten, que orbitou pelo tema. Uma convenção universal: o sufixo grego on é acrescentado ao nome de todas as partículas já identificadas – como hádron, férmion, glúon, múon e o indefectível elétron.

Dentro desse contexto, e aproveitando a sensação causada pelo anúncio da descoberta do bóson de Higgs, o Brasil não pode perder a chance de reivindicar o registro, pela comunidade científica internacional, do dílmon de Rousseff — a partícula elementar do pensamento humano, o ponto mais próximo do primitivismo das palavras. A exemplo do bóson de Higgs, o dílmon de Rousseff também pode ser chamado de “partícula de Deus” – ou, pelo menos, de “partícula de quem se acha Deus” – tal como atribuída ao cientista Luiz Inácio, doutor honoris causa de inúmeras universidades internacionais.

Se a comunidade científica internacional demandar provas incontestáveis, uma boa fonte é o portal do universo Blog do Planalto – que diariamente produz evidências irrefutáveis, e impressionantes, da existência do dílmon de Rousseff.

Como as do vídeo sobre o SUS, recém-trazido a este espaço por Augusto Nunes, em que a nova partícula aparece a cada trilionésimo de segundo – medida de tempo utilizada pelos físicos do Universo – no pensamento da criatura que a batiza.

Ao descrever o Samu, por exemplo, a partícula produz um campo de força que põe ordem na casa no começo do universo.

– E aí, hoje, nós achamos que é normal o Samu. Mas teve uma época que não tinha Samu.

O dílmon é a peça que faltava no quebra-cabeça da origem do universo: através da sirene do Samu, comprova que todas as coisas que hoje existem um dia não existiram.

É o Big Bang enfim desvendado.

***

ROUSSEFF’S DILMON: THE THOUGHT’S ELEMENTARY PARTICLE

By Celso Arnaldo (via Augusto Nunes)

The Higgs boson is the talk of the town. Scientists try to translate to the outsiders it was the only one in 61 elementary particles still to be found in order to explain the structure of the particle that gives all matter its mass. 45 years were spent in the search, starting with the obssession of the British physicist Peter Higgs. He was the first one to suggest the existence of the particle and for that it carries his name. Boson, however, is the name of the particle itself and is derived from another physicist who orbited arounf the issue, Satyenda Bose (from India), Einstein’s friend. There is an universal convention: the Greek suffix “on” is added to the names of all particles already identified — like hadron, fermion, gluon, muon and, of course, the electron.

It is within that context — and the fact that Higgs’ boson has been discovered — that Brazil couldn’t let go the chance of having Rousseff’s dilmon registered in the international scientific community. Rousseff’s dilmon is the human thought’s elementary particle, the closest anyone can get to the primitive state of the words. Just like the Higgs’s boson, Rousseff’s dilmon could also be called “God particle” — or, at least, “particle of someone thinks of him/herself as God” — exactly as attributed to scientist Luiz Inácio, doctor honoris causa of a number of international universities.

If the international scientific community requires unequivocal proof, a good source is Planalto’s Blog, a portal of the universe. It provides irrefutable, amazing evidence daily of Rousseff’s dilmon existence.

For example, the video on the SUS (Brazilian acronym for Unified Health System) brought to Augusto Nunes’ blog (Watch the video here). In it, the new particle appears at each trillionth of a second (the measure of time used by the physicists) in the thoughts of the creature who gives its name.

When describing the SAMU (Brazilian acronym for the ambulances of the Emergency Medical Service), the particle produces a very strong field that puts everythingn in order right at the beggining of the universe:

“So… today we think SAMU is normal. But there was a time when there was no SAMU.”

The dilmon is the missing link in the jigsaw puzzle that explains the origin of the universe: through SAMU’s sirens, it certifies that everything that exists today did not exist before.

It’s the Big Bang finally solved.

O Custo Lula – Parte 2
The Lula Cost – Part 2

Por CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Uma das broncas do então presidente Lula com a Vale estava no assunto siderúrgicas. A companhia brasileira deveria progredir da condição de mero fornecedor de minério de ferro para produtor de aço, tal era o desejo de Lula.

Quando lhe argumentavam que havia um problema de custo para investir no Brasil ─ e não apenas em siderúrgicas ─ o ex-presidente apelava para o patriotismo. As empresas privadas nacionais teriam a obrigação de fabricar no Brasil.

Por causa da bronca presidencial ou por erros próprios, o fato é que a Vale está envolvida em três grandes siderúrgicas ─ ou três imensos problemas ─ conforme mostra em detalhes uma reportagem de Ivo Ribeiro e Vera Saavedra Durão, no Valor de ontem. Em Marabá, no Pará, o projeto da planta Alpa está parado, à espera da construção de um porto e de uma via fluvial, obrigação dos governos federal e estadual, e que está longe de começar. No Espírito Santo, o projeto Ubu também fica no papel enquanto a Vale espera um cada vez mais improvável sócio estrangeiro. Finalmente, o projeto de Pecém, no Ceará, está quase saindo do papel, mas ao dobro do custo original.

E quer saber? Seria melhor mesmo que não saísse. Acontece que há um excesso de oferta de aço no mundo e, mais importante, os custos brasileiros de instalação das usinas e de produção são os mais altos do mundo. Não, a culpa não é só do dólar nem dos chineses. Estes fazem o aço mais barato do planeta, com seus métodos tradicionais. Mas o aço brasileiro sai mais caro do que nos EUA, Alemanha, Rússia e Turquia, conforme um estudo da consultoria Booz. (Leia a íntegra do artigo publicado n’O Globo desta quinta-feira clicando aqui.)

***

Sorry, everyone. This is another one of those long articles I don’t have enough time to translate. But it is worth reading, even if you have to resort to some Google translator. It will give you a dimension of how inept, corrupt and populistic these last ten/eleven years of “petralha” un-administration have been.

Sylvio Guedes e a Popularidade de Dilma
Sylvio Guedes and Dilma’s Popularity

Outro dia saiu a mais recente pesquisa de opinião pública sobre o governo Dilma. E a popularidade da presidente subiu. Os seus seguidores e apoiadores vibraram. Eu sigo na mesmíssima posição. Sem querer me meter na seara econômica, recomendo a leitura atenta do noticiário econômico, onde algumas manchetes recentes (que o povão bem assistido pelo governo federal não lê) dão a exata medida da enrascada em que o país está se metendo.

As de hoje, por exemplo: “Balança comercial tem pior 1º semestre em 10 anos” e “Mercado reduz projeção do PIB pela 8ª vez, em 2,05% para o ano”. Semana passada, veio a Petrobras refazendo as contas de investimentos inflacionadas criminosamente pela manipulação político-eleitoral de Lula, de olho na sua própria sucessão. Também semana passada veio de novo o alerta sobre o endividamento da nova classe média, a tão falada Classe C, que chegou ao mundo do consumo sem saber o real valor do dinheiro, presa fácil dos agiotas credenciados pelo Banco Central. Fez-se um estardalhaço com a queda dos juros, mas vá conferir na conta-corrente, ou no cartão de crédito, ou no carnê de prestações.

O PIBinho, a escalada das despesas públicas, o garrote tributário (que sustenta o falso superávit), a mediocrização econômica (vejam o perfil de nossas exportações, Banana Republic que somos), a inversão de prioridades (tudo pelo atual, nada pelo estrutural) são sintomas claros de que não temos, de novo, projeto de país. A herança da demagogia pragmática e programática da era Lula contamina o atual governo. Enquanto o mundo pensa em tecnologia e empregos qualificados nas novas economias, o Brasil vende café, minério de ferro, soja, milho, carne in natura.
***
The most recent public opinion poll about the Dilma administration just came out a couple of days ago. And her popularity has gone up. Her followers and supporters were excited. However, I maintain the exactly same position. Not wanting to mingle in complex economic issues, I suggest an attentive reading of economic news reports. Some of the recent headlines (that the people well taken care of by the federal government don’t read) will give you a good measure of the troubles this country is getting into.

Today’s headlines, for example: “Trade balance has the worst first semester in 10 years” and “Market reduces GDP expectations for the 8th time, now at 2,05% for the year”. Last week, it was Petrobras redoing the calculations related to its investment accounts. They were criminally inflated by Lula’s political & electoral manipulation, since he was closely guarding his own succession. Also last week came another alert on the debt of the “new medium class”. This “Class C” (according to the Brazilian way of measuring income) which arrived at the world of consumption without really knowing the value of money and is easy prey to the Central Bank authorized loan sharks. A lot of noise was made with the decline of the interest rates, but take a close look at your checking account, your credit card, or your payment booklet.

The little GDP, the rise of public expenditures, the fiscal strangulation (which accounts for the fake surplus), the economic mediocrity (observe our profile of exports, Banana Republic that we are), the inversion of priorities (everything for the ongoing, nothing for the structural)… These are all clear symptoms that we do not have, again, a project for the country. The Lula style of pragmatic and programatic demagogy has left a legacy which contaminates the current administration. While the world thinks about technology and high-level employment in the new economies, Brazil keeps selling coffee, iron ore, soybeans, corn and raw meat.

O Custo Lula
The Lula Cost

Por CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Há menos de três anos, em 17 de setembro de 2009, o então presidente Lula apresentou-se triunfante em uma entrevista ao jornal Valor Econômico. Entre outras coisas, contou, sem meias palavras, que a Petrobrás não queria construir refinarias e ainda apresentara um plano pífio de investimentos em 2008. “Convoquei o conselho” da empresa, contou Lula. Resultado: não uma, mas quatro refinarias no plano de investimentos, além de previsões fantásticas para a produção de óleo.

Em 25 de junho último, a Petrobrás informa oficialmente aos investidores que, das quatro, apenas uma refinaria, Abreu e Lima, de Pernambuco, continua no plano com data para terminar. E ainda assim, com atraso, aumento de custo e sem o dinheiro e óleo da PDVSA de Chávez. Todas as metas de produção foram reduzidas. As anteriores eras “irrealistas”, disse a presidente da companhia, Graça Foster, acrescentando que faria uma revisão de processos e métodos. Entre outros equívocos, revelou que equipamentos eram comprados antes dos projetos estarem prontos e aprovados.

Nada se disse ainda sobre os custos disso tudo para a Petrobrás. Graça Foster informou que a refinaria de Pernambuco começará a funcionar em novembro de 2014, com 14 meses de atraso em relação à meta anterior, e custará US$ 17 bilhões, três bi a mais. Na verdade, as metas agora revistas já haviam sido alteradas. O equívoco é muito maior.

Quando anunciada por Lula, a refinaria custaria US$ 4 bilhões e ficaria pronta antes de 2010. Como uma empresa como a Petrobrás pode cometer um erro de planejamento desse tamanho? A resposta é simples: a estatal não tinha projeto algum para isso, Lula decidiu, mandou fazer e a diretoria da estatal improvisou umas plantas. Anunciaram e os presidentes fizeram várias inaugurações. (Leia a íntegra do artigo publicado n’O Globo desta quinta-feira clicando aqui)

***
Sorry, everyone. This is another one of those long articles I don’t have enough time to translate. But it is worth reading, even if you have to resort to some Google translator. It will give you a dimension of how corrupt and populistic these last ten/eleven years of “petralha” un-administration have been.

O Fracasso da Rio +20
Rio +20′s Failure

Brazil trrash

Alguém chamou o documento final da Rio +20, “O Futuro que Queremos”, de “quase trezentos parágrafos de espuma”. E, pelo visto, não passou disso mesmo. No fim das contas, cento e trinta países que poderiam ser considerados apenas “periféricos” no assunto estiveram lá, enquanto os principais líderes mundiais, poluidores e com poder de decisão para mudar alguma coisa, mantiveram distância segura da algazarra. Mas… no país do “é assim mesmo”, as coisas sempre acontecem dessa forma, com muito barulho e pouca substância. Especialistas apontam que os dois grandes problemas – o consumo de energia das nações desenvolvidas e os problemas do crescimento desordenado, combinado com recursos finitos – não foram devidamente atacados – claro, porque os que poderiam atacar o problema não deram as caras. Ao mesmo tempo, os quase trezentos parágrafos de espuma do duvidoso “Futuro que Queremos” não estabeleceram nenhum acordo firme nem alvos ambiciosos. Em resumo, o fazendão iniciou sua rotina de grandes micos, que deverá ter prosseguimento daqui a dois anos, com mais um fracasso anunciado, conhecido como Copa do Mundo e, em seguida com as Olimpíadas. Que o diga a sargenta Dilma: segundo o noticiário, ela teria ficado tão enfurecida com o pífio resultado da Rio +20 que seu chanceler, Antonio Patriota, teria sofrido mais uma humilhação (entre as muitas), quando resolveru chamar o ex-chanceler, conhecido no serpetário do Itamaraty como Megalonanico, para trocar figurinhas.

***

Someone has labeled Rio +20’s final document, titled “The Future We Want”, as “almost three hundred patragraphs of fluff.” It seems it didn’t get any better than that, indeed. At the end, 130 countries that could be considered only “peripheral” for the issue were there, while the key world leaders, polluters and with power to change anything, kept a safe distance from the racket. However, in Brazil almost everything goes on like this, with lots of noise and little substance. Specialists point out that the conference failed to address the two main issues – energy consumption of developed nations and problems of unlimited growth and finite resources. Of course, that couldn’t happen because the key players didn’t even care to show up. At the same time, the almost three hundred paragraphs of fluff of the dubious “Future We Want” didn’t establish any solid agreements, didn’t set any ambitious goals. To make a long story short, Brazil has kicked off its season of great blunders. It should continue in two years time with one more announced failure, known as the World Cup, and then with the 2016 Olympics. Sargent Dilma can attest to that: it has been reported that she became so furious with Rio +20’s dim results that her foreign minister, Antonio Patriota, was subject yet to another humiliation when she decided to call the former foreign minister (Celso Amorim), affectionately known by his diplomat colleagues as Megalonanico* to exchange views on foreign affairs.

 

* The word “Megalonanico” mixes parts of two other words: “megalomaniac” and “nanico”, a derogative term for someone who is really short, as Amorim is on the outside and seems to be on the inside.


Cirurgia Paraguaia
Paraguayan Surgery

Lu lu

A medida cirúrgica tomada dentro das leis do Paraguai contra Fernando Lugo surpreenderam a esquerda burra da América Latrina. Afinal de contas, Lugo era da turma dos populistas de esquerda, acostumados a jogar conversa fora do mesmo jeito que os Lulas, Moraleses, Corrêas, Chavezes e outros gangsters. Por isso mesmo, a esquerda burra não hesitou em sair em defesa de Lugo. Uma delirante Dilma Rousseff, por exemplo, chegou a ameaçar com a expulsão do Paraguai do Mercosul. Vale lembrar que, antes de político safado, é um padre pedófilo, com vários filhos na rua enquanto era bispo da Igreja Católica. Mais recentemente, veio à tona o relato de que ele seduziu (e engravidou) uma menor de idade no Paraguai. Só esta última estrepolia já lhe renderia, no Brasil, cadeia imediata por crime de pedofilia. Parabéns ao Paraguai por se livrar de mais um vagabundo!
***
The surgical measure taken within the Paraguayan law against Fernando Lugo, now former president, surprised Latrine America’s dumb left. After all, Lugo was one of the so-called leftist populists, very much used to bullshitting just like the Lulas, Moraleses, Corrêas, Chavezes and other gangsters of the same kind. For that very reason, the dumb left did not hesitate to come to the aid of Lugo, with delirious Dilma Rousseff even threatening to have Paraguay expelled from Mercosur because of the impeachment, taken under strictly democratic guidelines. It is worth remembering that Fernando Lugo, before being a crooked politician, was a pedophile priest. He had many kids with different women while a Catholic Church’s bishop. More recently, it was reported that he seduced and impregnated a minor in Paraguay. For just this last act of mischievousness, he would be in jail in Brazil, because pedophilia is a crime. Congratulations to Paraguay for getting rid of one more worthless scumbag!